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Faço uma pequena interrupção no meu “hiato bloguista” para homenagear com grande prazer um dos melhores grupos portugueses de sempre: Quarteto 1111.
Conhecia bem o trabalho desenvolvido com base no Space Rock e Prog Rock do genio José Cid, com o seu reconhecido internacionalmente 10,000 Anos Depois Entre Venus e Marte, contudo estava longe de imaginar que dez anos antes Cid e companhia (Miguel Artur da Silveira, António Moniz Pereira, Jorge Moniz Pereira e mais tarde Tozé Brito) já faziam musica de uma qualidade extraordinária, deixando uma herança cultural inestimável que infelizmente não foi aproveitada em Portugal.
De modo semelhante aos Mutantes no Brasil, que também apareceram em 1968, o Quarteto 1111 absorveu muito das novas ideias que germinavam no mundo na segunda parte da década de 1960, executando um som que oscilava entre o rock progressivo, rock psicadélico, muito folk, blues – rock e algumas baladas. Os temas das canções tocam os mais variados assuntos como famosos episódios da historia de Portugal, a emigração, ataques ao sistema ditatorial (foram censurados pelo Estado Novo), diferenças sociais, guerra colonial, racismo, o inevitável amor, etc…
Todavia em Portugal, como em todo o mundo, a música mais criativa foi perdendo cada vez mais espaço devido a pressões comerciais e pela acção de críticos intelectualóides que influenciaram o ouvido colectivo e enterraram tantos “fosseis vivos”, ignorando o património monstruoso que as décadas de 60′s e 70′s deram à humanidade.
Não tive acesso a toda a discografia, mas o best of “A Lenda” (20 faixas) é um álbum e tanto, que nos faz dar conta da tristeza que é muita da actual musica comercial actual e nos faz ainda reflectir tanto acerca da situação social deste nosso Portugal.








